Tropa Fandanga

Exibiu-se hoje pela última vez no Teatro D. Maria II, “Tropa Fandanga” do Teatro Praga.

E eu vi… não hoje, mas no passado dia 13 de Março!

Perguntaram-se se queria ir, e como gosto de ir ao teatro respondi como sempre que sim. Confesso que não sabia ao que ia, não tinha lido nada sobre a peça, não sabia o que tratava, qual era o tema central, nada.

No decorrer da semana disseram-me que era uma peça do Teatro Praga, e senti algum receio, pois ainda não vi nenhum espetáculo da Companhia, por os achar um pouco alternativos. Depois soube que ia ver uma revista, e pensei “não bate a bota com a perdigota”, mas o bilhete estava comprado, e não valia a pena investigar. Vamos à aventura.

Sobe o pano, o espetáculo começa e estava tudo lá. Tudo o que caracteriza o teatro de revista, as cenas cómicas, as sátiras, a crítica política e social, os números musicais, a suposta presença de uma estrela internacional, tudo. Não faltaram os atores com as vozes estridentes, os bailarinos com figurinos mais ou menos exuberante, tudo foi pensado ao pormenor.

Esta “revista” centrava-se nos 40 anos do fim da Guerra Colonial e nos 100 anos do início da Primeira Guerra Mundial, e trouxe-nos os contrastes destas duas gerações, sempre com humor e seriedade.

Há um regresso ao passado “A Guerra de 1908”, de Raul Solnado, exemplarmente interpretado por José Raposo, (* que ouvi a minha mãe recitar ao mesmo tempo, palavra por palavra, pois este texto marca a sua geração – o original aqui).

Depois, há uma mensagem muito presente, que começa com um vídeo do youtube, e que continua a ser declamado em palco pela sua autora, Joana Manuel (*neste momento a minha mente vagueia, conheço-o, já o vi, e aqui sou eu que acompanho, pertenço à outra geração – o original aqui).

Chegou o fim, o pano desce, o público aplaude… de pé, não poderia ser de outra forma, depois da noite magnifica que nos proporcionaram!

Parabéns Teatro Praga por terem trazido novamente ao Teatro D. Maria II, a revista à portuguesa. (*novamente?! Pois é, e em tom de curiosidade, o Teatro D. Maria II já foi palco de revista à portuguesa, a última foi em 1991, “Passa por mim no Rossio” de Filipe Lá Féria. Quem não se lembra?!).


Fica já aqui prometido que vou ver a próxima peça do Teatro Praga… Merecem este voto de confiança!


Fonte: aqui

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