Nunca te distraias da vida

...por Manuel Forjaz | 2014

Confesso que o autor nunca despertou em mim grande curiosidade, aliás a primeira vez que recordo ter ouvido o nome, foi no mesmo dia em que a Ideateca fechou portas sem qualquer aviso prévio, o que naquela hora de jantar entre amigos, foi a melhor notícia para a concorrência que estava sentada à mesa, e que viu neste fecho mais oportunidades de negócio a cair, como aliás se confirmou logo no dia seguinte.
Depois desta noite não voltei a lembrar-me da pessoa, até que começou a “euforia” à sua volta, euforia essa, talvez e infelizmente, criada por estar na luta contra o cancro [*nunca percebi muito bem porque é que os portugueses parecem gostar só de histórias com possíveis finais infelizes]

Na verdade não acompanhei o seu Facebook, nem o programa "28 Minutos e Sete Segundos de Vida", não vi a entrevista que deu ao Daniel Oliveira no “Alta Definição” e não tinha qualquer curiosidade em ler o seu livro até ao dia em que a minha mãe me aconselhou. Tinha-o lido em dois dias e disse-me que em tudo o livro era uma lição de vida e uma aprendizagem sobre o cancro. Pedi-lhe emprestado o livro que já vinha emprestado da minha tia, e na verdade não li em 2 dias, mas demorei apenas 4.

No fim sim, percebi a mensagem, nunca te distraias da vida, não só porque o cancro ou outra doença te pode apanhar, mas acima de tudo porque a vida é única. Faz-te pensar que não deves deixar nada para depois, mas que ao mesmo tempo não deves viver a pensar na lógica do Carpe Diem, porque as tuas rotinas são a tua vida e nada deve quebrá-las, a tua força interior é a tua maior aliada para construir o futuro.

Manuel Forjaz foi um inovador, foi um empreendedor e acima de tudo um optimista!

No dia da sua despedida, um dos seus filhos disse estas sábias palavras, que todos devemos recordar...
"Queria pedir-vos a todos, e acho que era a melhor homenagem que podiam fazer ao meu pai, para viverem todos os dias, seguindo estas três coisas que eu tomo como as maiores lições dele: a primeira é nunca deixar de aprender, a segunda é viver cada dia, não como se fosse o último, mas cada dia como se quer, vivam as vossas vidas e acordem todos os dias agradecidos, e a última, acho que a mais importante, peço-vos que ninguém chore, mas que consigam sair todos daqui com um sorriso na cara”


[*vou tentar nunca me distrair da vida e continuar a olhar para o horizonte...]

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