Confesso que o autor nunca despertou em mim grande curiosidade, aliás a primeira vez que recordo ter ouvido o nome, foi no mesmo dia em que a Ideateca fechou portas sem qualquer aviso prévio, o que naquela hora de jantar entre amigos, foi a melhor notícia para a concorrência que estava sentada à mesa, e que viu neste fecho mais oportunidades de negócio a cair, como aliás se confirmou logo no dia seguinte.
Depois desta noite não voltei a lembrar-me da pessoa, até
que começou a “euforia” à sua volta, euforia essa, talvez e infelizmente,
criada por estar na luta contra o cancro [*nunca percebi muito bem porque é que
os portugueses parecem gostar só de histórias com possíveis finais infelizes]
Na verdade não acompanhei o seu Facebook, nem o programa "28
Minutos e Sete Segundos de Vida", não vi a entrevista que deu ao
Daniel Oliveira no “Alta Definição” e não tinha qualquer curiosidade em ler o
seu livro até ao dia em que a minha mãe me aconselhou. Tinha-o lido em dois
dias e disse-me que em tudo o livro era uma lição de vida e uma aprendizagem sobre
o cancro. Pedi-lhe emprestado o livro que já vinha emprestado da minha tia, e na
verdade não li em 2 dias, mas demorei apenas 4.
No fim sim, percebi a mensagem, nunca te distraias da vida, não só porque o cancro ou outra doença te pode apanhar, mas acima de tudo porque
a vida é única. Faz-te pensar que não deves deixar nada para depois, mas que ao
mesmo tempo não deves viver a pensar na lógica do Carpe Diem, porque as tuas
rotinas são a tua vida e nada deve quebrá-las, a tua força interior é a tua
maior aliada para construir o futuro.
Manuel Forjaz foi um inovador, foi um empreendedor e acima
de tudo um optimista!
No dia da sua despedida, um dos seus filhos disse estas
sábias palavras, que todos devemos recordar...
"Queria pedir-vos a todos, e acho que era a melhor homenagem
que podiam fazer ao meu pai, para viverem todos os dias, seguindo estas três
coisas que eu tomo como as maiores lições dele: a primeira é nunca deixar de
aprender, a segunda é viver cada dia, não como se fosse o último, mas cada dia
como se quer, vivam as vossas vidas e acordem todos os dias agradecidos, e a
última, acho que a mais importante, peço-vos que ninguém chore, mas que
consigam sair todos daqui com um sorriso na cara”


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