À noite na cidade... com Ele

Nota introdutória: Para quem não me conhece, e/ou que pode ainda não ter percebido, sou católica.

Há uns anos atrás o meu irmão começou a ir à missa à 4ª feira, não percebia o porque desta opção e chamava-o de beato. No dia 19 de julho de 2012 convidou-me para o acompanhar à missa do “The Tall Ships Races Lisboa 2012” que seria presidida pelo Padre Miguel Almeida do Centro Universitário Padre António Vieira (CUPAV). Aceitei... já tinha curiosidade em conhecer os padres por detrás da opção do meu irmão. Posso dizer que no fim vim de lá com o coração cheio, e com uma mensagem a ecoar na minha cabeça “A maior viagem que empreendemos na nossa vida, é a que vai do nosso coração ao nosso umbigo. Dai de graça porque recebeste de graça”.

Quase dois anos se passaram desde esse dia, e muitas foram as vezes em que também eu estive na missa de 4ª feira. Percebi que cada vez que vou ao CUPAV que sinto uma paz enorme, que a minha alma sossega, que as palavras que oiço entram directas para o meu coração e tudo faz sentido. Os Jesuítas são assim, simples e terra a terra [*podem confirmar com o Papa Francisco].

Esta última 5ª feira inscrevi-me com o meu irmão numa actividade do CUPAV/Círculo Vieira “À noite na Cidade”. Esta começou com uma missa na renovada Ribeira das Naus, onde sentados na relva, a olhar o rio, ouvíamos as palavras que nos chegavam do altar, e eu absorvia a maior e mais simples mensagem da noite “Atira-te à vida”, como as caravelas que saiam dos estaleiros da Ribeira das Naus em direcção ao desconhecido, também nós temos de nos deixar ir sem medos, deixando a zona de conforto e aventurando-nos no desconhecido.

Depois 1500 pessoas, puseram-se a caminho em direcção o Castelo de São Jorge, que abriu portas para nos fazer entrar e dentro das suas muralhas nos fazer meditar sobre as nossas batalhas do dia a dia, aquelas que temos com o exterior e aquelas que vivemos dentro de nós. No Castelejo, 1500 pessoas sentaram-se no chão e olharam o céu, e ouviram o Pe. Nuno Tovar de Lemos dizer que aquele era na realidade um momento egoísta, um momento de cada um com Ele… Não há muito mais que se possa dizer desta experiência única. Acredito que fica dentro de cada um o encontro com Deus e, a certeza de que com Ele nos tornamos mais fortes para as lutas da vida.


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