Na
verdade sinto por vezes dificuldade em decidir-me por onde começar quando abro
o youtube, e na grande maior parte das vezes faço a minha escolha baseada numa
qualquer memória, numa qualquer lembrança que me transporta para determinado
momento da minha vida.
Hoje
já percorri tantos desses momentos através das músicas que fui escolhendo, e no
fim de playlist em playlist acabei por parar na da Mafalda Veiga.
Quem
me conhece há mais tempo, sabe que era e sou fã. Em tempos era em repeat que os
cd’s tocavam na minha aparelhagem, vi concertos no Coliseu, ia religiosamente
assistir aos concertos gratuitos no Casino do Estoril, ria e chorava ao som
daquela música porque me via e revia nas letras.
Era
difícil escolher a minha preferida, cada música era minha e de alguém, cada
letra uma recordação vivida… algumas mais fortes que outras, umas com mais
significado que outras. Mas ainda assim e hoje há músicas da “Mafaldinha” que
continuam a apertar-me o peito e me lembram o que é a saudade, que há caminhos
e vidas que seguem, que “Nem sempre o chão da alma é seguro”.
Na
última semana entrei na loja onde tocava uma música da Mafalda Veiga,
curiosamente nessa mesma noite, alguém que tão bem me conhece me repetiu as
mesmas palavras que naquela tarde tinha ouvido [*sem saber da coincidência]: “O
medo, o medo levanta muros/ E
ergue bandeiras pra nos deter”
E depois sorriu para me lembrar que é esse o medo que a cada dia que passa, eu vou vencendo "E dá-te ao vento / Como um veleiro/ Solto no mais alto mar"
Hoje
ao ouvir estas musicas senti vontade de folhear um livro, não tive coragem [*mas acredito que há “Qualquer coisa que ainda podemos
salvar do tempo”]
As letras dela estão tão cheias de verdade; é como se fossem um espelho daquilo que sentimos e vivemos.
ResponderEliminarPor mais que a vida nos agarre assim / Nos troque planos sem sequer pedir / Sem perguntar a que é que tem direito / Sem importar o que nos faz sentir...
... é tão autêntico!