Inevitavelmente Paris

É inevitável voltar a escrever e não escrever sobre os acontecimentos da última 6ª feira. Se senti que o mundo de alguma forma mudou a 11 de setembro de 2001, a 13 de novembro de 2015 tenho a certeza que o mundo dos Europeus mudou.
Paris e a Europa foram atacados na sua essência, na sua identidade, atacou-se no desporto, especialmente no futebol o nosso desporto rei, na música talvez a forma de arte mais vivida por todos, nos restaurantes e cafés atacou-se a nossa vida social. Fomos atacados naquilo que é a vida do dia a dia, passámos todos a ser alvos.
Confesso que não gosto de multidões, inevitavelmente sempre que não as consigo evitar penso o que seria se explodisse aqui uma bomba. Mas na última 6ª feira, o jogo de futebol era um exemplo de multidão, 1500 pessoas já não consideraria como tal e um grupo de pessoas numa esplanada ainda menos, por isso se até 6ª feira tinha medo de multidões deixei de ter, pois a bomba que imagino afinal pode estar mesmo ao virar da esquina.

Sobre Paris mantenho a minha opinião... Cidade do Amor! Foi a primeira cidade para onde voei há mais de 20 anos e que me marcou na memória, foi em Paris que aterrei quando França me acolheu em Erasmus e visitei a cidade mais do que uma vez, quase que me movimentava sem olhar para o mapa e foi em Paris que antes de regressar a casa depois de 3 meses vi dois amantes no meio da multidão gritarem "Je t'aime" enquanto se afastavam, e é essa a imagem mais doce que tenho de Paris, a imagem que dá sentido à palavra que escolho para a descrever: Amor, não pode nem nunca será medo a palavra que vou usar para me referir aquela cidade.

Sobre religião, eu sou católica e respeito as outras religiões, mesmo perante actos de terrorismo levados a cabo em nome de um Deus, por isso acredito e sei que tais actos só podem ser cometidos por radicais que não sabem ler a sua religião.
Seja o meu, o teu, o deles, tenho a certeza que a mensagem é única e universal: "Deus é Amor... Atreve-te a viver por Amor"

Por Paris e pelo Mundo

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