De volta, em dia da Criança!

No último mês não escrevi uma linha, e nem sabem quantas vezes pensei nisso, não imaginam a lista de ideias de posts que fui fazendo crescer mas que não consegui concretizar em palavras. Maio foi um mês estranho, comecei doente, e pela primeira vez senti o peso da recuperação, senti-me cansada, senti-me muito cansada, todos os dias e, de uma forma que não sabia que podia ser possível em mim, que ando sempre a mil.

Mas hoje começa aquele que é um dos meus meses de eleição, e que tenho a certeza absoluta que este ano vai ser ainda mais especial (está quase quase).

Não há como deixar passar a data de hoje, é Dia da Criança.
E às vezes tenho tantas saudades desse tempo, às vezes penso como é possível que nos esqueçamos de ser crianças, não podemos esquecer, porque digam o que disserem todos nós somos ainda crianças. Eu acredito que algures dentro de mim vive a mesma menina que fui lá atrás no tempo.

Acredito que somos crianças quando rimos e sorrimos, quando brincamos, quando nos deixamos deslumbrar com algo que vemos pela primeira vez, somos crianças quando deixamos de temer e de pensar nos perigos da vida, somos crianças quando nos deixamos ir com os dias.

Acredito que somos crianças sempre que regressamos às memórias da nossa infância, seja porque descobrimos o brinquedo antigo, porque passamos na rua onde brincávamos com os nossos amigos, seja porque sentimos o cheiro da padaria onde íamos comprar pão à avó.

Acredito que somos crianças, ontem, hoje e para sempre...


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