São Tomé e Príncipe | Outra forma de amar a Deus

Quando se começou a delinear a viagem a São Tomé falamos que gostávamos muito de assistir a uma missa. A minha mãe, como já tinha estado anteriormente no país, já nos tinha falado um pouco sobre as diferenças que encontrou neste momento, e nós como católicos que somos achámos que no domingo não podíamos deixar de cumprir com as nossas obrigações e ao mesmo tempo aproveitar a oportunidade de vivermos a nossa fé fora da Europa.

Escolhemos assistir à missa em São Tomé, e sem sabermos a escolhida foi a Igreja de Nossa Senhora da Conceição (curioso não é?!), nesse dia também, a missa era celebrada pelo Bispo e transmitida pela televisão.

À chegada a Igreja já esta estava cheia mas com um pouco de boa vontade de todos e mais um banco, conseguimos ficar dentro da Igreja, ainda que na porta, mas sentados, pois eram 8h mas o sol já brilhava em força e a temperatura devia rondar os 30º.  A missa iniciou com uma procissão solene e após a passagem do Bispo foram dispostos mais uns quantos bancos na rua que rapidamente foram preenchidos.
A cerimónia começou e, com ela um enorme choque cultural na forma como vivemos o momento, na Europa e em Portugal atrevo-me a dizer que somos muito formais e sérios, e ali não foi isso que encontrei, vi uma fé inabalável vivida com uma alegria imensa, uma Eucaristia com cânticos alegres e gestos, e onde todos quase sem excepção se permitiam a embarcar ao encontro de Deus Nosso Senhor.

Emocionou-me a simplicidade da entrega, o brilho nos olhos pela oportunidade de partilha, um abraço da paz sentido aos únicos brancos que ali estavam (nós), e a importância dada de forma autêntica e verdadeira à Missa. Vi homens, mulheres e crianças envergarem orgulhosamente os seus melhores fatos para prestarem a sua homenagem ao Senhor (ainda que fosse possível distinguir entre os mais ricos e os mais pobres).

Olhei, observei e durante todo o tempo que ali estive agradeci a Deus a oportunidade que me deu de o puder encontrar também no meio daquele povo, agradeci a oportunidade de descobrir outra forma de orar, agradeci a oportunidade que me deu de crescer na minha fé por meio da diversidade cultural e racial, agradeci pela forma como me mostrou que por Ele estejamos nós onde estivermos somos sempre Um!









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