dar 10 a Zero [Zero]

[ler a ouvir: Mario Lanza | Nessun Dorma]

Quase um ano a passar à porta e a curiosidade imensa de quem repete vezes sem conta "My best friend is pizza", por isso foi numa noite de semana, num jantar re-agendado à última hora que a Pizzeria Zero Zero foi destino.

Apesar de aberto há quase um ano, continua a ser um sítio da moda, sempre com fila de espera, mesmo num dia de semana, por isso acredito que chegar cedo pode ser a melhor opção já que não há reservas e o nome fica escrito numa ardósia. Mas de qualquer forma, a espera não é tão dolorosa quanto pode parecer pois a forma como o espaço da entrada foi concebido ajuda a esquecer, já que nos podemos entreter a olhar os queijos e os enchidos que podem ser escolhidos e cortados na hora para levar para casa, ou então, podemos escolher uma bebida no bar e ficar por ali a saborea-la e a conversar.

Para a refeição existem dois espaços, um exterior, contíguo ao Jardim Botânico, e que se revela uma agradável surpresa no centro da cidade, mas que em dia de inverno em que o frio domina não é a melhor opção, razão pela qual nos decidimos pelo espaço interior.

Quanto ao menu, apesar de existirem opções, não quisemos fazer experiências e fomos fiéis às pizzas, que fazem lembrar verdadeiras pizzas italianas de tão finas que são. Segundo consta, são feitas com massa integral de farinha do tipo 00 (dai o nome da pizzeria) e que vem de Itália, sendo que esta é primeiro fermentada por 14 horas e ainda tem mais 48 horas de descanso antes de ser usada. As pizzas são depois cozinhadas num forno a lenha rotativo, facto comprovado já que comi na mesma sala em que os pizzaiolos confeccionavam as mesmas com destreza e entusiasmo.

No geral, o espaço destaca-se pela cor cinzenta que é predominante, mas que se mistura com tons castanhos e com uma decoração simplista que ganha muitos pontos pela parede de lenha e pelo mural do bar da entrada.

Sem dúvida que é um espaço para voltar, pelo ambiente e pela comida.


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