Correr (não) é para meninas

[Ler a ouvir: Bastille | Pompeii]

Mais um livro para a conta, mais um livro que me deu um prazer enorme de ler, "Correr (não) é para meninas" de Alexandra Heminsley.

Este livro fala sobre corrida, uma paixão [pouco alimentada] que tenho, fala da experiência da autora sobre o começar a correr, o deixar de correr e o voltar a correr para se tornar um hábito na vida e como isso influencia a nossa determinação, as nossas relações e claro que o nosso corpo.
Eu enquanto leitora não me poderia ter identificado mais, neste livro a autora fala das diferentes situações pela qual um inexperiente corredor passa, desde a decisão de começar a correr, até às escolhas [simples, mas que são um bicho de sete cabeças] que se tem de fazer neste processo, parte que me fez soltar umas quantas gargalhadas por me ter visto e revisto nas mesmas situações.
O livro fala do poder que o apoio dos nossos familiares, amigos e até mesmo desconhecidos têm na concretização do objectivo da corrida e quanto esse apoio é importante no próprio dia de uma prova, parte que me fez quase soltar uma lágrima por ter também precisado da minha claque no dia em que corri a minha primeira [e única] corrida a São Silvestre de 2016, sobre a qual falei aqui.
O livro fala do ciclo da corrida, do período de entusiasmo e do período da desistência, e aqui senti que não estava sozinha no mundo, a mim aconteceu-me o mesmo, traçei como objectivo a São Silvestre de 2016, corri e desisti depois, demorei um ano para decidir voltar a correr, tenho treinado aos poucos mas ainda não voltei a correr outra prova ainda que agora a vontade seja imensa.

Mas sem dúvida que este livro foi uma inspiração para continuar no caminho que quero percorrer!


Sinopse
Alexandra Heminsley queria ter a cintura de uma supermodelo, as pernas de uma bailarina, a rapidez de uma gazela. Durante anos, debateu-se com estas expectativas e a realidade dos implacáveis ginásios da moda e de exercícios que a entediavam de morte. Ela queria sentir-se bem mas ver resultados rápidos. Queria ar livre e liberdade. Um dia, decidiu correr. A sua primeira corrida não acabou bem. Atualmente, já correu cinco maratonas. Como? Tudo mudou no dia em que percebeu que correr é não só um exercício físico. É também um exercício mental. É uma atitude. Por isso, embora este livro seja sobre corrida, não é apenas sobre corrida. É também sobre determinação (sim, sair da cama numa manhã chuvosa de domingo é um desafio), relações pessoais (enfrentar os intimidantes veteranos do desporto também conta), e o nosso próprio corpo (não, a gravidade não tem de interferir no nosso desempenho). Mais, é sobre cada uma de nós (e nós conseguimos chegar mais longe do que pensamos… mesmo!)




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