O Livreiro de Paris


A decisão de ir a Paris em março, coincidiu com o fim de um bónus que tinha da Wook e como estava sem nenhum livro na lista dos desejos, achei que o livro o "O Livreiro de Paris" poderia vir a ser uma escolha certeira, e foi mesmo. Não conhecia a autora, Nina George, e não tinha qualquer expectativa com a história, mas achei que eu apaixonada por livros e com uma viagem a Paris marcada era suficiente para combinar com o título.

Trata-se de uma história intensa de amor, orgulho, amizade, descoberta, perdão e reconciliação, que nos leva a viajar de Paris até à Provença, numa livraria, a Farmácia Literária, que é ao mesmo tempo um barco, e um lugar onde o protagonista com um dom muito próprio "receita" aos seus clientes os livros que lhes podem curar a alma e o coração, ainda que ele próprio não se consiga curar.
O que para mim tornou, também, única esta história, é que em regra as histórias de amor ou romanceadas têm mulheres como protagonistas, mas aqui é Jean Perdu um parisiense de 50 anos, que nos mostra um outro lado da vida, uma vida vista pelos olhos de um homem, e como é solitária, apaixonada, cativante e intensa essa vida.
Perdu viajou de Paris à Provença, e ao mesmo tempo viajou entre o presente e o passado, mas acima de tudo dentro de si para se redescobrir, e é por isso que o livro é mágico e inspirador.

"Será a felicidade algo porque nos decidimos a posteriori, ao reviver a situações? Será que no momento não nos  apercebemos e só muito mais tarde é que percebemos como nos sentimos felizes?"


Sinopse
Jean Perdu é proprietário de um negócio tão especial quanto extraordinário: a Farmácia Literária, uma livraria instalada num barco atracado no rio Sena, em Paris. Ao invés de vender medicamentos, receita livros como remédio para os males da alma. Porém, embora saiba aliviar a dor dos outros, não consegue atenuar a sua própria dor. 

O que Monsieur Perdu não sabe é que a descoberta de uma carta do seu passado está prestes a mudar-lhe o destino. Depois de a ler, Jean encontra-se numa encruzilhada: continuar uma existência sombria e dolorosa ou embarcar numa viagem ao Sul de França, até à Provença, ao encontro da reconciliação com o passado e da beleza da vida.

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