Pedro e Inês e um amor para sempre


Não sou a maior fã de cinema, e não me lembro de quando tinha sido a última vez que tinha posto o pé numa sala. Sou aquela pessoa que prefere ver séries a filmes e que quando quer ver um filme perde tanto tempo na escolha que depois puf, lá se vai a vontade de ver o que quer que seja.
Mas, porque é importante continuar a apoiar o cinema português, e porque tinha curiosidade em saber como é que esta história seria contada, lá fui ver "Pedro e Inês".
Certamente todos conhecemos, com maior ou menor pormenor, o amor impossível do Infante D. Pedro e D. Inês de Castro, um amor proibido, que terminou em tragédia e que se tornou numa das mais bonitas histórias amor que hoje temos para contar.
No filme, este amor leva-nos por três histórias, por três tempos, o passado, onde a verdadeira história aconteceu, o presente, onde somos confrontados com um tipo de realidade que é tão fácil de reconhecer nos nossos dias e o futuro onde questionamos se é isto que nos espera. São três histórias, três tempos mas um único caminho, o do amor de Pedro e Inês, intemporal, puro e verdadeiro, marcado como louco e impossível pelos demais.
Não sei explicar porque, mas o filme tem algo de intenso e pesado, talvez pela forma como aprisionado na sua loucura Pedro vai narrando e sussurrando, o seu amor, o seu sentir, o seu querer.
Não é um filme para todos, mas voltaria a vê-lo, e a prestar ainda mais atenção a cada frase proferida.

O filme de António Ferreira foi inspirado no livro de Rosa Lobato Faria, "A Trança de Inês" e conta com Diogo Amaral (Pedro), Joana de Verona (Inês), Vera Kolodzig (Constança), Custódia Gallego (Rainha Beatriz/Mãe) e João Lagarto (Rei Afonso/Pai) nos principais papéis.


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