"Assim nasce uma estrela" e um aperto no coração


“Assim nasce uma estrela” (A star is born) é o filme do momento, e não estava na minha lista de filmes a ver no cinema, primeira pela fraca relação que tenho com este e depois porque era um filme que via bem em casa com uma manta nas pernas e um balde de pipocas de manteiga, as minhas favoritas e, que no cinema não há, mas nem sempre a vida acontece conforme planeado.
Este drama musical, apresenta-nos Jackson Maine, uma estrela consagrada na música e presa nos seus vícios, as drogas e o álcool, e Ally, a rapariga de sorte com um talento inato para a música, que encanta Jack e com quem acaba por viver o amor e o sonho de uma vida. A história é um cliché entre a ascensão de Ally e a decadência de Jack, e por isso com o avançar da história vamos conseguindo adivinhar o que vai acontecer de seguida, mas nem por isso deixei de ficar presa ao ecrã e mesmo estando preparada, soltei aquela lágrima fácil, que tenho sempre pronta para uma qualquer cena mais emotiva.

O filme mesmo na sua previsibilidade não deixa de ser uma lição:
Quantas pessoas não se refugiam em vícios que deviam ser tratados como doença mas não são?
Quantas pessoas ao nosso lado fingem viver uma vida que não é real só para fugir do mundo?
Quantas pessoas estão verdadeiramente sós mesmo estando rodeadas de tantas outras pessoas?
Quantas pessoas por mais fortes que pareçam são verdadeiramente fracas para aguentar sozinhas a pressão do mundo?
Quantas pessoas não dizem o que pensam e que sentem, sempre à espera de um amanhã que pode ser incerto?

E se tudo isto nos faz pensar nessas outras pessoas, o filme a mim fez-me pensar em quantas pessoas à minha volta podem estar a viver de alguma forma assim e eu não vejo, não ajudo, não entendo. No fim, somos todos um pouco egoístas, todos os que se escondem e não enfrentam o mundo e todos os que olham o mundo de frente mas não olham realmente para quem está à sua volta!

Se já era fã do Bradley Cooper desde os tempos de Will Tippin na Vingadora, com o tempo e a idade vou sendo cada vez mais, porque convenhamos, ele melhora como o vinho do Porto, já de Lady Gaga não era de todo fã, não aprecio a excentricidade que a rodeia e por isso as expectativas eram baixas, mas vê-la, completamente despojada de tudo, deixou-me focar-me no óbvio, a incrível voz que tem.
Se este filme puder levar só um Óscar para casa que seja o da Banda Sonora, porque estou em modo repeat e não sou a única!

Em resumo é um filme que faz pensar e que merece ser visto, seja no cinema ou no aconchego do lar!





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