Berlim | Segunda Guerra Mundial


Podemos não saber muitos detalhes sobre a Segunda Guerra Mundial, mas certamente sabemos quem foi Hitler e já ouvimos falar das atrocidades cometidas contra os judeus nomeadamente em campos de concentração, como Auschwitz-Birkenau. Mas visitar Berlim é uma lição de história, um reminder que nada na vida é certo e que de hoje para amanhã podemos perder a nossa tão prezada e tida como certa liberdade.

Centro de Informação do Memorial aos Judeus Mortos da Europa

Como partilhei em Berlim, uma cidade a não perder, no que respeita à Segunda Guerra Mundial, estes são para mim os pontos de visita obrigatórios:
♥ Memorial aos Judeus Mortos da Europa mais conhecido por Memorial do Holocausto.
O memorial pretende homenagear os seis milhões de judeus mortos entre 1939 e 1945, são blocos de cimento de igual comprimento e largura, mas de diferentes alturas a fazer lembrar o cemitério dos judeus em Praga, um dos sítios mais intensos onde já estive até hoje, e por isso o meu coração apertou-se quando fiz o paralelismo. Estes blocos estão distribuídos por 19.000m2, no lugar onde existia uma faixa da morte do Muro de Berlim, e sobre um terreno desnivelado para dar a sensação de instabilidade e insegurança que foi vivida durante aqueles anos. Debaixo do memorial existe o Centro de Informação, onde é possível conhecer factos sobre a evolução da perseguição e morte dos judeus, famílias destruídas e lugares onde as atrocidades foram perpetradas.

♥ Topografia do Terror
Situa-se no lugar onde existiu a sede da Gestapo, a polícia secreta dos nazis, e nesta exposição, muito bem documentada, é possível conhecer de forma cronológica os principais factos e figuras do regime nazista, desde o momento em que alcançam o poder em 1933 até à derrota frente aos Aliados. Aqui o foco é o enquadramento político à época, as campanhas de propaganda levadas a cabo pelo regime e as iniciativas de perseguição, captura e morte de judeus.

Já visitei o cemitério dos judeus em Praga, assim como já visitei Auschwitz-Birkenau, e em todos estes lugares, ao qual junto agora Berlim, é com o coração bem apertado, que me pergunto sempre como é que foi possível tamanhas atrocidades serem cometidas e estremeço só de pensar, que a memória é curta e que há no mundo loucos suficientes para serem novos Hitler e loucos suficientes para o seguirem.
Que Deus nos livre e guarde, mas acima de tudo que a nossa memória nunca nos atraiçoe, e que nunca deixemos de exercer o nosso maior dever: Votar, para que possamos ser sempre livres.



Sem comentários